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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

1845
20 de Junho
A Coallisão
nº 140
pag.4
RETRATOS DAGUERREOTYPADOS A CORES NATURAES

A 1$920 Reis, e 2$880 Reis

Mrs ANATOLE E ADOLPHO, artistas de Paris, tem a honra de anunciar ao publico que, tendo recebido as drogas que esperavam de França, continuam a tirar retratos desde as 10 horas da manhã às 6 da tarde, na rua das Hortas, nº 151 segundo andar. [370]

domingo, 29 de agosto de 2010

1839, Março - REVISTA LITERÁRIA

1839

 Março

REVISTA LITERÁRIA

( Revista Literária, Periodico de Litteratura, Philosophia, Viagens, Sciencias, e Bellas Artes ) Tomo Terceiro

2º Anno

Porto – Typographia Commercial Portuense, Largo de S. João Novo, Nº. 12

1839

Porto

Bellas Artes

 

DEZENHO OBTIDO PELA LUZ, OU PROCESSO PELO QUAL OS OBJECTOS POR SI MESMOS SE DESENHAM SEM AJUDA DO LÁPIS. (*) ([i])

 

Na primavera de 1834, diz  M. Talbot, comecei eu a ensaiar um methodo, que já já mais tempo eu tinha tenção de experimentar, com o intento de applicar a um objecto util  a propriedade tão curiosa que tem o nitrato de prata de se corar quando se expõe aos raios violentos da luz do sol. Eis o que eu me propuz fazer para aproveitar esta propriedade, que os chimicos já desde muito tempo tinhão descoberto.

“ Pareceu-me que devia primeiramente estender sobre uma folha de papel sufficiente quantidade de nitrato de prata, e expor depois o papel aos raios do sol, tendo previamente posto de premeio algum objecto que lançasse sobre o papel uma sombra bem limitada. A luz cahindo no resto do papel devia fazel-o negro, em quanto as partes assombradas se conservarião brancas. Esperava eu que daqui resultasse um dezenho ou imagem que representasse até certo ponto o objecto que a tinha produzido; mas ao mesmo tempo me lembrava que tinha de conservar estes desenhos em uma pasta, e que não os podia ver senão a uma luz artificial.

“ Tal foi o meu primeiro projecto antes de ser ampliado e corrigido pela experiencia. Só passado tempo, e já depois de ter obtido muitos resultados inteiramente novos, é que me lembrei de indagar se este methodo já tinha sido practicado ou proposto por alguem: soube que com effeito já tivera sido tentado, mas sem perseverança, e em pequeno numero de cazos: nem mesmo pude descobrir documentos satisfactorios, que explicassem miudamente a maneira de o practicar com vantagem. O que eu achei mais positivo sobre este ponto foi uma memoria de Sir Humphry Davy publicada no primeiro Volume do Jornal da Royal Institution. A primeira idea destes ensaios parece ser devida a Wedgwood, que, junto com Sir H. Davy, fez grande numero de experiencias, todas baldadas. Um dos maiores obstaculos que estes dous experimentadores encontrárão, foi o não poderem fazer com que deixasse de se fazer negro o papel, sobre o qual se pintavão as imagens, por cauza da acção da luz sobre o nitrato de prata. Esta circunstancia, e a declaração de que não tinhão podido obviar a este inconveniente, serião  bastantes para me fazerem suppor inexequivel o meu projecto o meu projecto, se por fortuna eu não tivesse descoberto, antes de ler a tal memoria, o meio de vencer tamanha difficuldade, e de fixar a imagem de maneira que ella podesse expor-se á luz sem se destruir ou deteriorar.

“ No decurso das experiencias a que eu procedi notei, não sem grande admiração minha, a variedade de effeitos que se pode obter d’um limitado numero de processos, combinando-os de differentes maneiras. É desta sorte que imagens obtidas por este methodo, e que no fim de um anno tinhão apparecido perfeitamente conservadas, se alteravão com tudo no anno seguinte, em quanto outras conservavão toda a sua pureza. Esta circunstancia junta com o facto de se terem perdido os meus primeiros dezenhos (porque o papel se tinha feito todo negro) determinárão-me a observar por longo espaço de tempo as mudanças que experimentarião estes dezenhos, porque eu receava que por fim todos tivessem a mesma sorte que os primeiros. Porem, com grande satisfação minha, vi que os meus temores erão mal fundados; e como muitos destes dezenhos que eu conservei por tempo de cinco annos ainda não tem o mais pequeno signal de alteração, julgo-me autorisado a dar alguma importancia aos resultados das minhas experiencias, e ás conclusões que dellas posso deduzir. As imagens por este methodo obtidas são brancas, mas o fundo em que assentão pode ser de diversas cores.

“ É tal a variedade de processos que este methodo comprehende, que variando somente as proporções, e alguns trabalhos pouco importantes de manipulação, podem-se obter as cores seguintes:

 

Azul Celest

Amarello

Cor de roza

Pardo mais ou menos carregado

Preto

 

Falta só neste numero a cor verde, e um pardo muito carregado que é quasi preto. O azul produz bello effeito, semelhante ao da louça de Wedgwood, cuja pintura é branca em fundo azul. Os dezenhos em que esta cor se emprega conservão se intactos, com tanto que estejão guardados em uma pasta, porque a materia que os produz  não é sujeita a modificação alguma espontanea, e não carece de nenhum meio conservador. Estas diversas modificações de cores são outros tantos compostos chimicos differentes, que os chimicos até hoje não tinhão distinguido. Os primeiros objectos cuja imagem eu pertendi obter forão folhas e flores, quer frescas, quer tiradas do meu herbario: umas e outras forão reproduzidas com tanta fidelidade e exactidão, que se distinguião as immensas nervuras das folhas, e os tenues pellos que cobrem as plantas &c. As flores mais compostas e delicadas erão copiadas com tão minuciosa exactidão que nem faltavão os mesmos orgãos que so com auxilio de microscopio se podem ver. E com tudo um desenho destes que levaría a um artistas semanas inteiras de assiduo trabalho, alcança-se com os meios que a chimica põe á nossa disposição em tão pouco tempo, e com tão pouco trabalho, como  mais simples e menos complicado dezenho.

“ Um exemplo já será bastante para fazer entender a minuciosa exactidão com que por este methodo se podem reproduzir os objectos. Tendo um dia obtido a imagem de um pedaço de renda cujo risco era muito complicado, mostrei-o a algumas pessoas  situadas a poucos pés de distancia, perguntando-lhes se achavão exacta a reprodução? Respondêrão-me que eu queria enganal’-as, porquanto ellas bem vião que aquillo não era um dezenho, mas a propria renda.

“ Desde os primeiros tempos em que eu me dediquei a estas experiencias, comecei a ter grande pena por ver que tão bellos desenhos obtidos pela acção da luz, estavão condemnados a uma existencia ephemera, e tomei logo a resolução de descobrir um meio, que, quando não impedisse inteiramente a sua destruição, a retardasse ao menos quanto fosse possivel. E as considerações seguintes fizerão-me conceber a possibilidade de chegar a este resultado.

“ O nitrato de prata que se fez negro com a acção da luz já não é chimicamente a mesma substancia, que era antes daqella modificação. Por conseguinte, se um desenho obtido pelos raios solares se submetter a uma outra operação chimica, poderá esta ultima produzir effeitos sobre as partes brancas do desenho, e sobre as que forem pretas, e não seria impossivel que depois desta ultima operação, as partes primitivamente brancas e pretas deixassem de ser susceptiveis de soffrer mais alguma modificação espontanea, ou tambem que no cazo que ellas ainda a podessem ter, não resultasse  com  tudo que as duas cores differentes tendessem a assemelhar-se e confundir-se. No cazo pois em que ellas podessem ter algumas mudanças sem deixarem de ser differentes, a imagem seria conservada, e desta sorte obtinha o fim que me propunha.

“ Se se affirmasse que a exposição do desenho á luz do sol devia necessariamente reduzir as duas côres de que se elle se compõe a uma só tinta e destruir assim a imagem, proferia-se uma asserção, que seria indispensavel provar. Eu fiz o seguinte raciocinio designando pela letra A a exposição á luz do sol, e por B uma operação chimica indeterminada. Ora como se não pode demonstrar a priori que o resultado final da serie de operações A B A deva ser o mesmo que o de B A, parece rasoavel continuar as experiencias variando a operação B  ate se descubrir a que convem ao fim proposto, ou ate que se tenhão feito tantas operações que se percão as esperanças de encontrar a que conviría.

“ Os meus primeiros ensaios forão infructuosos, como eu tinha previsto; mas depois de algum tempo achei um processo que me satisfez, e não tardou que descobrisse um segundo. Inclinei-me mais especialmente a um destes processos, porque o outro exigia mais cuidado na operação, posto que fosse igual, senão superior ao primeiro em quanto á perfeição do resultado.

“ Esta operação chimica, que eu chamo processo de conservação (1) ([ii]), é muito mais efficaz do que eu suppunha. O papel que primitivamente era tão sensivel á luz fica tão insensivel depois desta operação, que deixando eu alguns desenhos expostos ao sol de verão por mais de uma hora, não experimentárão a minima alteração.

“ Este phenomeno, que em poucas palavras eu acabo de mencionar, parece-me tão maravilhoso como qualquer dos grandes phenomenos que o estudo da natureza nos tem ate hoje revelado. A couza menos estavel deste mundo – uma nuvem, emblema proverbial do que já mais passageiro e mais mudavel, pode ser apanhada pelo encanto da minha operação magica, e fixar-se para sempre na posição que parecia não dever occupar mais que um instante!

“ Antes de passar mais adiante devo dizer, que não é  absolutamente indispensavel recorrer ao meio de conservação; se eu me dei ao trabalho de o procurar foi porque suppuz ao principio que semelhantes desenhos perderião com o tempo toddo o seu valor senão houvesse meio de os preservar desta alteração; a experiencia porem mostrou-me depois que já outros muitos modos de alcançar o mesmo fim, e de dar aos desenhos uma certa duração, uma vez que se tenham abrigados da acção directa dos raios solares. Todavia ser-me-ia penozo dar conta de todos os meios de obter este resultado, porque nem sempre tomei nota das circunstancias que me poderião esclarecer sobre este ponto; de modo que foi mais por acazo que eu fiz estas observações, tendo só notado que alguns dos desenhos que eu não havia submettido ao processo de conservação tinhão não obstante conservado a sua nitidez e brancura por tempo de um anno, e de dous, em quanto outros preparados em differentes circunstancias se fizerão  inteiramente negros em espaços de tempo dez vezes menores. Tomo nota, e denuncio este facto, cuja  importancia será impossivel prever neste momento, porque ainda que na maior parte dos cazos seja mais prudente ter o trabalho de applicar o processo de conservação ás imagens obtidas, com tudo já outros em que se poderá julgar mais util não fazer semelhante applicação contentando-nos com desenhos que podem conservar a sua brancura á sombra muitos annos. Assim o naturalista que deseja em uma viagem conservar a imagem das plantas que encontrou, sem se dar ao trabalho de as secar, e de as conduzir, não tem mais do que pegar em uma folha de papel preparado, fazer-lhe cahir em cima a imagem da planta que quer conservar, e fechal’-a na sua carteira. O defeito destes desenhos é não ser bem igual o fundo; mas isto pouco importa quando so queremos a utilidade, sem nos importar a belleza do effeito obtido.

“ Agora direi alguma couza sobre os differentes ramos da arte a que o meu methodo me parece applicavel.

Retratos de perfil; ou tirados pela sombra do rosto. Pelo que toca a exactidão não tem comparação alguma um retrato obtido por meio da acção dos raios solares sobre o papel preparado, com o que é traçado pela mão do mais habil artista, cujo menor desvio pode alterar extraordinariamente a semelhança.

Pintura em vidro. Os desenhos que se obtem expondo as pinturas em vidro á luz do sol, e recebendo a imagem sobre o papel preparado, produzem um mui notavel effeito. Todo o vidro que rodeia a pintura deve estar pintado de preto, como aquelle que algumas vezes é empregado na lanterna magica: na pintura do vidro não deve haver as cores amerella ou vermelha vivas, porque estas duas cores interceptão os raios violetes, unicos que  produzem o effeito chimico. As pinturas assim obtidas são as que mais se parecem com as que são o producto do pincel do artista.  As pessoas a quem as tenho mostrado tem julgado que são verdadeiras pinturas confessando ao mesmo tempo que são d’um genero inteiramente novo, e que deve ser difficil de apprender. So nestas pinturas é que me tem sido possivel obter diversidade de cores; entretanto por falta de vagar não pude levar mais adiante as minhas investigações. Era por certo um immenso progresso se se chegasse a poder reproduzir os objectos com as suas cores naturaes. Eu por mim não me atrevo a ter esperanças de que já mais se chegue a este resultado: no entretanto já é um passo para esta descoberta o ter podido obter alguns indicios de variedades de cores.

Applicação ao microscopio. Esta é certamente a parte das munhias descobertas mais importante e mais util: e consiste na applicação do meu methodo á reproducção da imagem dos objectos amplificados pelo microscopio solar.

“ Os objectos que o microscopio offerece a nossos olhos, com quanto pareção maravilhosos, offerecem pela maior parte uma indecifravel complicação. É verdade que a vista pode comprehender a totalidade dos objectos que se apresentão no campo da visão; porem o pincel não pode reproduzir as innumeraveis minucias que offerece a natureza em suas obras. Qual artista teria o saber e a paciencia necessaria para as copiar? E suppondo mesmo que elle o podesse fazer, não seria isso á custa d’um tempo precioso que elle podia aproveitar melhor em objectos muito mais uteis? Por estas razões tratei eu de substituir o innimitavel pincel da natureza, aos esforços que em vão faria a arte para reproduzir effeitos tão complicados.

“ Meus primeiros ensaios forão perdidos, posto que eu tivesse escolhido um dia claro, e fizesse cahir sobre o papel preparado uma boa imagem do objecto.

“ Quando voltei passada uma hora, nada encontrei que se parecesse com um desenho: e estava já disposto a abandonar esta experiencia quando me lembrei de examinar se na verdade o muriato de prata era de todas as substancias a mais sensivel á acção chimica dos raios do sol. Ainda que eu não tivesse facto algum a oppor a esta opinião geralmente recebida, determinei comtudo continuar as minhas tentativas neste sentido até me convencer experimentalmente da verdade ou falsidade de tal opinião.

“ Comecei por tanto uma outra serie de experiencias sobre as diversas preparações que são susceptiveis de receber influencia da luz solar, e logo obtive satisfactorios resultados, e até maravilhosos. Entretanto devo dizer que eu so considerava esta questão practicamente; porque hei-de confessar que me é impossivel explicar theoricamente a razão porque um papel preparado por tal processo é mais sensivel á luz, do que o que passou por differente preparação.

“ O resultado destas experiencias foi a descoberta d’um  modo de preparação muito superior em sensibilidade ao que ate ali eu tinha empregado (1) ([iii]),e deste modo posso realisar completamente todos os effeitos que eu d’antes so em theoria reputava possiveis.

“ Quando uma folha do papel, que eu chamo sensitivo (sensitive paper), collocada na camara obscura recebe do microscopio solar a imagem amplificada d’um objecto qualquer, o desenho fica prompto no fim, pouco mais ou menos, d’um quarto d’hora. Eu ainda não empreguei vidro que augmentasse muito por cauza do enfraquecimento da luz; mas com um papel mais sensivel poder-se-já usar vidros mais convexos.

“ Desta sorte não só se economisará tempo e trabalho, mas tambem se obterá a representação dos objectos que s’alterarem tão rapidamente que não dêem tempo a desenharem-se com lapis, como são algumas cristallisações microscopicas.

“ Agora direi alguma couza sobre o gráo de sensibilidade do papel sensitivo; advertindo que ainda estou mui longe de suppor que elle tenha tocado as raias da perfeição.

“ Quando se aproxima uma folha de papel sensitivo a uma janella onde não dê o sol, logo começa a fazer-se negra. Por isso quando se prepara este papel á luz do dia, não deve deixar-se descoberto nem um momento, mas arrecadal’o logo em uma gaveta, ou fazel’o seccar á noute ao calor do lume. Antes de me servir deste papel para obter a imagem d’um objecto, exponho-o por alguns momentos á luz para lhe dar uma leve côr, com o fim de conhecer se o fundo está igualmente distribuido. Se passados alguns instantes o papel offerecer este caracter, é provavel que ate ao fim o conserve; mas se eu observo sobre alguns pontos manchas mais carregadas do que o resto da folha, então ponho- -a de parte; porque se me servisse della, expunha-me a que o fundo em vez de aprezentar a cor preta uniforme indispensavel para a belleza do dezenho, mostrasse largas manchas brancas que aniquilarião todo o effeito.

“ O papel que é tão sensivel á luz simples d’uma janella, ainda o é mais á que provem directamente dos raios luminosos: e é tal a rapidez com que o effeito se produz que se pode dizer que o desenho acaba e começa ao mesmo tempo. Pode-se avaliar em meio segundo o tempo necessario para obter á luz solar a imagem d’um objecto, e com signaes perfeitamente distinctos.

Arquitectura e Paisagem. A applicação do meu methodo aos casos de que aqui vou fallar é talvez o mais admiravel; pelo menos foi a que assombrou mais as pessoas que examinárão a minha collecção de desenhos feitos á luz do sol.

“ Não já ninguem que ignore os bons effeitos que se obtem da camara escura, e que não tenha admirado a facilidade com que ella reproduz com todas as cores os objectos collocados da parte de fora. Muitas vezes meditava eu no interesse que este aparelho offereceria se chegassem a fixar-se no papel as engraçadas vistas que por momentos nelle se pintão, ou mesmo se somente fosse possivel fixar os contornos e as sombras dos objectos ainda que privados de todas as cores que os matizão. A facilidade com que eu tinha chegado a fixar as imagens engrandecidas pelo microscopio solar, deu-me esperanças de poder pelo mesmo processo obter a imagem dos objectos collocados fora da camara obscura, posto que fossem illuminados por uma luz muito menos viva. Como na aldea eu não tivesse camara obscura fil’-a d’uma grande caixa a que adaptei uma lente objectiva, a qual enviava a imagem dos objectos externos para o lado opposto ao em que estava situada. Este apparelho provido d’uma folha de papel sensitivo foi collocado a 100 varas pouco mais ou menos de distancia d’um edificio favoravelmente allumiado por um sol de verão ao meio dia. Passada uma hora achei sobre o papel uma imagem bem distincta d’este edificio, excepto das partes que estavão á sombra. Em bem pouco tempo vim a conhecer por experiencia que com pequenos apparelhos era o effeito produzido em menos tempo, e desta sorte cheguei a obter com pequenas caixas, e com pequenas lentes muito convexas, desenhos de notevel exactidão, mas em tão pequenas proporções, que parecião não poder ser senão o resultado do trabalho d’algum artista lilliputiano, sendo precizo serem examinados com uma lente para distinguir todos os objectos minimos que em si encerravão.

“ No verão de 1835 obtive grande numero de desenhos da minha caza de campo. O methodo que adoptei era o seguinte. Depois de adaptar uma folha de papel sensitivo ao foco de cada uma destas pequenas camaras obscuras, levava comigo umas poucas que ia collocar em differentes posições ao redor da caza; depois de meia hora tirava-as todas achando em cada uma desenhados em miniatura os objectos diante dos quaes esteve collocada.

“ Esta descoberta parece-me que deverá ser util aos viajantes que não souberem desenho, ou tambem ao artista que nem sempre pode ter tempo para reproduzir com o seu lapis todos os objectos, que elle reputa dignos de fixarem a attenção. Posto que a imagem obtida por este trabalho da natureza diffira da que o artista dezenharia, e não possa realmente substituil-a, todavia deve elle ter-se em muitos cazos por feliz podendo obter em tão curtos momentos a representação d’objectos, de que nem a lembrança poderia conservar.

Dezenhos de pedaços de escultura. Quando eu quero tirar a imagem d’uma estatua ou d’um baixo relevo, exponho-as a uma luz do sol muito viva, e colloco em conveniente distancia uma pequena camara escura com o papel preparado. Estes ensaios ainda não foram muito adiantados por mim; mas não duvido que se obtenhão, deste modo d’applicar o meu methodo, importantes resultados, e que se possa empregar com grande vantagem em muitas circunstancias.

Copias de gravuras.  Podem-se obter mui facilmente copias de gravuras ou fac similes;  para este effeito applica-se o papel sensitivo á gravura, de modo que as figuras estejão em contacto com o papel. O contacto entre as duas folhas deve ser geral, pois que o menor intervallo altera extraordinariamente o resultado produzindo uma massa vaporosa em lugar dos traços distinctos do original. Expõem-se estas folhas á luz do sol que atravessa logo o papel, excepto nos pontos em que obstão as linhas opacas da gravura, e obtem-se a imagem exacta do desenho. Davy e Wedgwood tinhão já tentado esta experiencia: mas não obteve bom exito porque lhes faltava o papel sensitivo.

“ O tempo necessario para obter esta copia varia segundo a grossura do papel em que estiver a gravura. Quando o papel é muito grosso, basta meia hora para obter uma boa copia.. Deste modo reproduzi eu gravuras muito delicadas, e cheias de muitas figuras pequenas que se conservão com grande nitidez. Não deve haver receio de que o papel preparado altere a gravura, uma vez que ambos estejão bem seccos. Entretanto se se observar alguma mancha na gravura depois da operação, será ella facil de tirar com uma preparação chimica que não altere a gravura.

“ Nestas especies de copias as sombras e os claros estão ás avessas; mas se uma copia depois de passar pelo processo da conservação poder expor-se aos raios luminosos sem se alterar, pode esta então ser copiada pelo mesmo processo, e ministrar assim a repetição exacta da gravura; porque nesta segunda copia os claros e os escuros tem já recuperado suas primitivas posições. Este processo seria principalmente util para obter sem grande despeza a copia de gravuras raras e unicas, mas que não fosem tão procuradas que merecessem a pena serem de novo gravadas.

“ Terminarei fazendo algumas notas sobre uma circunstancia particular que já assignalei, e que é de grande importancia; e vem a ser a disposição que offerecem algumas folhas de papel sensitivo de ficarem insensiveis á luz. Não era facil explicar a causa desta alteração; entretanto creio que se pode attribuir a uma falta de equilibrio. O processo seguido para esta preparação pode produzir dous compostos chimicos diversos, e sobre os quaes a acção da luz solar não produz effeitos exactamente semelhantes. Vê-se por tanto que segundo a preparação do papel levar mais para um ou para outro destes compostos, o que depende de circunstancias apparentemente pouco importantes, e até certo ponto inapreciaveis, assim se obterão effeitos inteiramente differentes em relação ao modo d’acção da luz solar.



([i]) (*) O interesse que estão actualmente excitando as experiencias de M. Daguerre sobre a arte de fixar os dezenhos na Camara obscura faz com que aqui copiemos a memoria de M. Talbot, em que nos dá a historia de todos os ensaios que sobre este objetcto tinha feito. Se, como parece, elle obteve resultados menos brilhantes que os que chegou a alcançar o sabio artista fracez, tem todavia o merito de reconhecer que havia ainda nuito campo a descobrir, e de indicar o caminho que seguio, e por onde se devia marchar. N. dos RR.

([ii]) (1) M. Talbot escreveu ultimamente uma carta ao Instituto de França em que declarou este processo. Consiste em submetter o papel em que se quer fixar a imagem a uma lavagem com uma solução pouco concentrada de iodureto de potassium, de hyposulfito de potassa ou de soda, ou de chlorureto de sodium.

([iii]) (1) Esta preparação consiste em cobrir o papel de camadas alternas de chlorureto de sodium e de nitrato de prata, mettendo-o em fracas soluções aquosas destes dous saes. Depois de cada immersão é mister ter cuidado de deixar secar bem o papel.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

1839, Agosto - REVISTA LITERÁRIA ( Revista Literária, Periodico de Litteratura, Philosophia, Viagens, Sciencias, e Bellas Artes )

1839

Agosto

REVISTA LITERÁRIA

( Revista Literária, Periodico de Litteratura, Philosophia, Viagens, Sciencias, e Bellas Artes )

Tomo Quarto

3º Anno

Nº. XX

Pag. 200, 201, 202, 203, 204, 205

Porto - Typographia Commercial Portuense, Largo de S. João Novo, nº 12

1839

Porto

Bellas Artes.

 

DAGUERROTYPIA :

ou

Processo Photographico

de M. Daguerre

Haverá dous seculos que um physico napolitano, João Baptista Porta, observou que fazendo um pequeno buraco no postigo da janella d’um quarto bem fechado, ou melhor ainda em uma chapa metallica delgada applicada ao dito postigo, todos os objectos exteriores, cujos raios podem chegar ao buraco, vão pintar-se na parede do quarto que fica fronteira, com dimensões maiores ou menores segundo as distancias forem menores ou maiores; com as formas e situações relativas exactas, ao menos em grande extensão do quadro; e com as cores naturaes. Pouco tempo depois descobrio o mesmo physico que não é necessário que o buraco seja pequeno, e que pode ter qualquer largura, uma vez que se tape com um destes vidros polidos, que em virtude da sua forma tem o nome de lentes.

As imagens produzidas por intermedio do simples buraco são pouco intensas. As outras brilhão com um explendor proporcional á extensão superficial da lente que as gera. As primeiras sempre são mais ou menos confusas: pelo contrario as das lentes, quando são recebidas exactamente no foco, apresentam seus contornos mui distinctos; e muito mais depois da descoberta das lentes achromaticas, – depois que ás lentes simples compostas d’uma só espécie de vidros, e que por isso tinham focos distinctos quantas as cores differentes na luz branca, se substituíram as lentes achromaticas, que reúnem todos os raios possíveis em um so foco: e depois também que se descobrio a forma periscópica.

Porta mandou construir camaras obscuras portáteis. Em todas havia um tubo mais ou menos comprido, e munido d’uma lente. O papel ou papelão branco sobre o qual se iam pintar as imagens, estava no foco da lente. O physico napolitano destinava os seus pequenos apparelhos para as pessoas que não sabem desenhar. Segundo elle, não era preciso mais que seguir com a panta d’um lápis os contornos da imagem no foco para obter vistas exactíssimas dos mais complicados objectos.

Não se realisou porem completamente o que Porta tinha previsto. Os pintores e desenhistas, particularmente aquelles que fazem os vastos painéis dos panoramas e dioramas, tem algumas vezes de recorrer á camara obscura, mas é so para traçar em globo os contornos dos objectos, para os collocar nas verdadeiras proporções de grandeza e posição, e para satisfazer a todas as exigencias  da perspectiva linear. Pelo que toca aos effeitos dependentes da imperfeita diaphaneidade da nossa atmosphera, e que se tem caracterisado pelo termo um tanto improprio  de perspectiva aerea, os mesmos pintores mais experientes não esperavam que para os reproduzir com exactidão, lhes podesse servir d’algum auxilio a camara obscura. E por isso ninguém há que depois de ter admirado a clareza dos contornos, a verdade de formas e de cor, a degradação exacta de cores que offerecem as imagens produzidas por este instrumento, não mostrasse grande mágoa d’ellas se não conservarem por si mesmas, e não fizesse votos pela descoberta d’algum meio de as fixar sobre o papelão do foco. Taes dezejos eram geralmente reputados chimeras, e com tudo nós os vemos hoje realisados.

Em outros tempos conseguiram os alchymistas combinar a prata com o acido hydrochlorico. O producto desta combinação era um sal branco a que chamaram lua ou prata cornea. Este sal goza da singular propriedade de se fazer negro á luz, ennegrecendo tanto mais depressa quanto mais vivos são os raios luminosos que o teçam. Cubra-se uma folha de papel com uma camada de prata cornea, ou, como hoje se diz, chlorureto de prata: forme-se sobre esta camada por meio d’uma lentea imagem d’um objecto: as partes obscuras da imagem, ou aquellas em que não cahe a luz, conservam-se brancas, as partes muito illuminadas fazem~se completamente pretas: e as meias tintas serão representadas por cores pardas ou cinzentas mais ou menos carregadas.

Se sobre uma folha de papel coberto de chlorureto de prata collocarmos uma gravura, e expusermos isto assim á luz do sol, os traços da gravura cheios de tinta impedirão a passagem dos raios luminosos, e em virtude disto as partes correspondentes da capa de chlorureto de prata que cobre o papel, as partes tocadas por esses traços cheios de tinta conservarão sua primitiva alvura. Pelo contrario nos lugares onde não chegou a agua forte, ou que o buril não escavou, ou por outra, onde o papel não tomou tinta e conservou a sua semi transparencia, ahi passará a luz solar, e irá fazer negra a camada salina; o resultado necessário da operação virá por tanto a ser uma imagem semelhante na forma á gravura, mas inversa no que diz respeito ás cores; o branco da gravura é aqui preto, e vice-versa.

Estas applicações da propriedade tão curiosa do chlorureto de prata descoberta pelos alchimistas, parece que deviam ter sido tomadas em consideração desde muito tempo; não procédé porem assim o espírito humano. So nos primeiros annos do seculo 19 é que se encontrão os primeiros vestígios da arte photographica.

Ja dissemos (a) ([i]) que foram Wedgwood e o celebre H. Davy que primeiro se lembraram de copiar desenhos na camara obscura aproveitando a acção da luz sobre o nitrato de prata ou o chlorureto: mas ao mesmo tempo notamos que estes desenhos so se podiam ver ás furtadellas, porque em poucos momentos desappareciam se eram examinados á luz do dia.

Depois dos dous mencionados observadores seguem-se immediatamente Niepce e Daguerre.

Niepce era um proprietário que habitava junto de Chalons-sur-Saône; e que consagrava todos os instantes d’ocio a observações scientificas; e as que são relativas á photographia datam de 1814. As de M. Daguerre começam em 1826: e foi no principio deste mesmo anno que os dous observadores se começaram a communicar entre si, porque um fabricante d’instrumentos d’optica teve a indiscrição desculpável de dizer a Niepce que M. Daguerre trabalhava por fixar as imagens representadas na camara obscura.

Em 1827 fez Niepce uma viagem a Inglaterra; e em Dezembro desse mesmo anno apresentou á sociedade real de Londres uma memoria sobre seus trabalhos photographicos. A memoria ia acompanhada de muitas amostras em metal, todas ellas resultantes dos differentes methodos por elle descobertos. Já a esse tempo Niepce tinha conseguido fazer corresponder exactamente as cores da copia ás do original, claros a claros, sombras a sombras &c. bem como tinha tornado insensíveis suas copias á acção nigrifica dos raios solares.

O contracto de sociedade de Niepce e Daguerre para o trabalho em commum sobre os methodos photographicos tem a data de 14 de Dezembro de 1829. Os  contractos posteriores feitos entre Niepce filho, como herdeiro do pae, e Daguerre, fazem menção primeiramente d’aperfeiçoamentos feitos pelo pintor de Paris aos methodos do physico de Chalons; em segundo lugar de processos inteiramente novos descobertos por Daguerre, e que offerecem a grande vantagem de reproduzir as imagens 60 a 80 vezes mais depressa do que os processos antigos.

E na verdade Niepce depois de muitos ensaios infructuosos desanimou, porque nunca chegou a fazer uma preparação que promptamente se fizesse negra com o contacto da luz, a pontode lhe serem necessárias 12 horas e mais para obter um desenho photographico, o qual necessariamente havia de ser imperfeito, porque não era possível que em tão grande espaço de tempo não mudassem de poisição, a ate ás vezes de forma, as sombras e os claros da imagem na camara obscura. Alem disso era quase impossível que em tão grande espaço de tempo não ocorressem muitas causas imperceptíveis ou imprevistas que deviam transtornar o trabalho chimico da fixação da imagem. E ultimamente a camada photographica de Niepce depois de receber a imagem, posto que não se fizesse negra com a acção dos raios solares, com tudo fendia-se e gretava.

Todos estes inconvenientes, e todas as imperfeições que temos notado, foram pouco a pouco corrigidas por M. Daguerre á custa de trabalhosos e dispendiosos ensaios.

Raios luminosos extremamente ténues e enfraquecidos modificam assim mesmo a substancia do Daguérreótypo, e com tanta promptidão que as sombras do sol não tem tempo de fazer sensível mudança de posição. Os resultados são sempre certos uma vez que haja conformidade com as regras simplicíssimas d’arte. E finalmente as imagens ainda que estejam por espaço d’annos expostas ao sol, não se alteram nem na pureza, nem na nitidez, nem na harmonia.

As laminas ou chapas em que a luz pinta os admiráveis desenhos de M. Daguerre são folhas de casquinha ─ isto é, de cobre cobertas d’uma mui delgada capa de prata. Para commodidade dos viajantes, e por maior economia seria muito melhor usar do papel: e na verdade foi delle que primeiramente fez uso M. Daguerre; porem a falta de sensibilidade, a confusão das imagens, a pouca certeza dos resultados, e outros inconvenientes foram bastantes para elle trabalhar na descoberta d’outras chapas para receber os desenhos. As laminas metallicas de M. Daguerre custam 500 a 600 reis: mas podem receber successivamente cada uma cem differentes desenhos.

A incalculável vantagem do methodo actual de M. Daguerre é em parte devido á tenuidade extrema da camada photogenica, de forma que se pode dizer que elle opera sobre uma verdadeira pellicula. Por mais caros que sejam os ingredientes que elle emprega, a sua quantidade mínima faz com que nem se possa determinar o preço.

As pessoas que tem visto operar o artista, e que tem trabalhado conforme as instrucções deste, affirmam que não se requer manipulação alguma que todo o mundo não possa fazer: que não é preciso saber desenho, nem ter habilidade e expedição manual, de modo que qualquer maneja o Daguérreótypo com tanta perfeição como o próprio inventor.

A promptidão do methodo é que tem feito maior admiração. Dez minutos a doze são sempre de mais para tirar a vista d’uma paisagem, mesmo nos dias ennevoados do Inverno. No verão com bom sol gasta-se ametade do tempo; e menos se gastará no nosso Portugal, e nas regiões meridionaes. Advirta-se porem que este tempo é so o que a luz gasta a fazer a sua operação na chapa; não se contando o tempo que se emprega em preparar e collocar a camara obscura, a apparelhar a chapa, e a fazer a preparação posterior que torna essa chapa insensível á acção da luz depois de feito o desenho.

A preparação sobre que opera M. Daguerre é um reagente muito mais sensível á acção da luz do que qualquer dos que ate esse tempo se tinham descoberto. A luz da lua produz effeito appreciavel no Daguérreótypo. Esta propriedade provavelmente será origem de descobertas importantes para o progresso das sciencias que mais honram o espírito humano.



([i]) (a) Veja-se o numero 15 da Revista Litteraria de Março de 1839.

domingo, 6 de dezembro de 2009

PERIÓDICO DOS POBRES

1843

28 e 29 de Junho

PERIÓDICO DOS POBRES

Publicidade:

Daguerreotype

No bazar da Rua das Taipas e na loja de papel a S. Domingos, se acham á venda lindas vistas da Ponte Pensil e outras partes da cidade tiradas com a machina Daguerreotype.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A COALLISÃO

1843
13 de Dezembro
A COALLISÃO
nº 201
Pag 1
Retratos tirados pelo processo do lypo (typo?) de Daguerreo combinando todos os melhoramentos feitos na Sciencia em Londres e Paris.
Mr. Blackwood respeitosamente participa ao publico desta cidade, que tenciona demorar-se aqui cinco ou seis semanas, e durante este tempo se offerece a tirar retratos com o sobredito processo, que contém todas as bellezas de uma gravura a mais superior; e em verdade não póde ser excedido pelos pintores mais eminentes, e não depende da arte da arte ou lisonja de artistas; são fixos por um processo patente: as côres nunca desbotam.
Mr. B. estará em casa do snr. Romão, rua das Taipas nº 2, desde as 9 horas da manhã até ás 4 da tarde, para receber e mostrar as suas provas áquelles pessoas que se dignarem honra-lo com as suas visitas. [613]

NOTA
Este anuncio foi publicado durante os meses de Dezembro de 1843 e Janeiro de 1844, respectivamente:
nº 203 de 15/12/1843; nº 204 de 16/12/1843; nº 206 de 19/12/1843; nº 208 de 21/12/1843; nº 210 de 23/12/1843; nº 214 de 30/12/1843.
nº 1 de 2/1/1844; nº 2 de 3/1/1844; nº 6 de 9/1/1844; nº 8 de 11/1/1844; nº 10 de 13/1/1844; nº 13 de 17/1/1844; nº 14 de 18/1/1844; nº 16 de 20/1/1844; nº 18 de 23/1/1844; nº 19 de 24/1/1844;



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

1845
4  de Julho
A Coallisão
nº 151
Pag. 4
RETRATOS DO DAGUERREOTYPE

- Preço do Retrato com quadro Rs. 4$000 – Rua do Poço das Patas nº 27 [410]
1845
26  de Junho
A Coallisão
nº 144
pag.4
RETRATOS A DEGUERREOTYPE
Mrs ANATOLE E ADOLPHO, tiram retratos em côres naturaes em três segundos – Rua das Hortas, nº 151, 2º andar. [395]

quinta-feira, 28 de maio de 2009

1856 / 1857

1856
ALMANAK PARA O PORTO E SEU DISTRICTO PARA 1857
PUBLICADO POR JOSÉ LOURENÇO DE SOUSA
PORTO,
TYP. J. L. SOUSA
1856
*
É publicado por José Lourenço de Sousa o ALMANAK para o ano 1857, onde são designados como retratistas alguns fotografos activos no Porto:

LUIS MONNET & C.ª, na Praça D. Pedro, 84. - Daguerreotypo e em relevo.
MIGUEL JOAQUIM XAVIER NOVAES, na Rua do Bonjardim, 86. Daguerreotypo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

1859, 5 de Fevereiro

1859, 5 de Fevereiro
BRAZ TISANA
*
Alfredo Fillon, Photographo
Premiado na exposição industrial portuense,
RUA DAS HORTAS nº 76.
Retratos, com grande abatimento, por causa de liquidação, e da sua proxima sahida.

1859, 19 de Março

1859
19 de Março
BRAZ TISANA
*
Grande Cosmorama
Domingo 20 de Março, a 2 de Abril,
Todos os dias, das 5 horas da tarde ás 10 da noite.
Na rua de Stº. António nº 25 e 26: todos ao 15 dias haverá novas vistas; mostra-se por tereoscopos uma collecção de vistas apreciáveis pelo trabalho e delicaseza dos pontos de vista que offerecem, e todos os monumentos e edifícios mais notáveis que há em todo o Globo; assim como outros objectos, que pela sua raridade e riqueza se tornam dignos de ver-se.
8ª. Serie de Vistas que está á exposição.

- COSMORAMA -

1ª. Vista de Londres.
2ª. Vista de Havana.
3ª. Vista do Exterior do Palacio de crystal durante a Exposição de Londres.
4ª. Vista da Praça de S. Pedro, em Roma.
5ª. Vista Geral dos Campos Elizios e Palacio da Industria em Paris.
6ª. Vista Geral de Toulon, em França.
7ª. Vista d’Stockolmo, na Suissa.
8ª. Vista Thoun, na Suissa.
9ª. Vista d’Interlakhen, e unterseen, Suissa.
10ª. Vista do Interior do Circo Hippodromo, em Paris.
11ª. Vista da Cataracta do Rheno, e do Castello de Laufan, perto de Sabaffhause, na Suissa.
12ª. Rezidencia do lord Byron.

domingo, 26 de abril de 2009

1859, 10 de Dezembro

1859, 10 de Dezembro
O Braz Tisana
nº 202
(idêntico no Nº 283 de 12 de Dezembro)
*
Grande Cosmorama e Neorama
RUA DE SANTO ANTONIO Nº. 25 E 26

Domingo 11 de Dezembro, e todos os dias, das 5 horas da tarde ás 10 da noite estará aberto este estabelecimento de utilidade, distracção e recreio; todos os 15 dias haverá novas vistas; estarão á exposição os edifícios e monumentos mais célebres e notáveis que há nas 5 partes do mundo, e as prespectivas, das mais opulentas e principaes cidades; mostra-se por stereoscopicos uma formosíssima collecção de vistas apreciáveis pelo trabalho e delicadesa dos pontos de vista que offerecem. O proprietário deste estabelecimento sortiu-se em Paris de tudo o que encontrou de melhor gosto e mais effeito, para engrandecer o mesmo estabelecimento.

- COSMORAMA -
1.ª Vista de Napoles, na península italiana.
2.ª Napoles, capital das duas Sicilias, (Itália meridional).
3.ª Catto cabo ao sul de Chipre, ilha no mediterraneo.
4.ª Golfo de salerno na costa de Napoles.
5.ª Vista do palácio e jardim em St. Cloud, residencia Imperial (França).
6.ª Vista do Castello de Chilon (na Suissa)

- NEORAMA-
7.ª Casa de recreio, propriedade regia, no lago Fusaro
8.ª Procida, ilheta ao noroeste do golfo de Napoles.
9.ª Napoles, capital das duas Sicilias, (Italia).
10.ª Vista de Nápoles, capital do reino das duas Sicilias no meio dia da península, (italica)
11.ª Nápoles, capital do reino das duas Sicilias.
12.ª Nápoles, vista tirada do golfo.

Entrada 80 rs. – creanças 40 rs

1860

1860
Catalogo das Obras Apresentadas na 7ª Exposição da ACADEMIA PORTUENSE das BELLAS ARTES, no anno de 1860.
Coordenado pelo Substituto
d' Architectura Civil da mesma Academia.
Porto,
na Typographia de C. Gandra. 1860.
Pag. 26
EXPOSIÇÃO TRIENNAL
DA
ACADEMIA PORTUENSE
das Bellas Artes
1860
*
Do Snr. Miguel Novaes, estudante que foi desta Academia, e actualmente Photographo, morador na Rua do Bomjardim Nº.. 233.
155
- Retrato do actor Taborda.
156
- Grupo de uma Snrª. com um menino
157
- Grupo do Ill.mo Sr. Dr. Camera e seu Irmão.
158
- Retrato do Ill.mo.Snr. João Flecher.
159
- Retrato do Ill. mo.. Snr. Francisco Pinto da Costa
160
- Retrato do Ill.mo. Snr. Narciso José Marques de Abreu
161
- Um mendigo.

De Mr. Poirier, Photographo, morador na rua do Bomjardim Nº.. 20
162
- Retrato do Snr. Manoel da Fonseca Pinto, Professor de Esculptura
meio corpo.
163
- Retrato do Snr. Manoel da Fonseca Pinto, Esculptura busto.
164
- Retrato de Mr. Cesar Massot, pintor photographico.
165
- Retrato do mesmo Snr. Poirier.
166
- Vista da Cidade do Porto, tomada da Serra do Pilar.
167
- Reproducção microscopica de uma pulga.

1860

1860
CATHALOGO DOS PRODUCTOS APRESENTADOS NA EXPOSIÇÃO AGRICOLA DO PORTO EM 1860.
Porto
Typographia Commercial,
Rua de Bellomonte Nº. 19
1861
EXPOSIÇÃO AGRICOLA DO PORTO
em 1860
*
25ª. CLASSE
Agrimensura - Plantas, processos, etc.
BARÃO DE FORRESTER
2054 - Collecção de photographias originaes illustrativas da agricultura das margens do Douro, da geologia do seu leito, e dos obstaculos á sua navegação.
____________________________________________

terça-feira, 21 de abril de 2009

1861 - A EXPOSIÇÃO INDUSTRIAL DO PORTO em 1861, Impressões d'esta grande festa nacional

1861
A EXPOSIÇÃO INDUSTRIAL DO PORTO em 1861, Impressões d'esta grande festa nacional
por
A. LUCIANO,
Socio Correspondente da Associação Industrial Portuense.
Porto
NA TYPOGRAPHIA DO DIARIO MERCANTIL
rua dos Lavadouros Nº. 19 e 21.
1861.
EXPOSIÇÃO INDUSTRIAL DO PORTO
em
1861

XVIII

As bellas artes e o genio - A photographia - Motivos de collocação - Talbotypia e daguerreotypia - O retrato, o panorama, o monumento e o grupo historico - Photographos portuenses - ...

A photographia, a esculptura e a pintura terão as honras deste capitulo. Entraremos pois agora na elevada esphera das bellas artes.

No intervallo destas duas salas do angulo nordeste do edificio, em que productos de pura industria se interrompem para dar logar aos que são illuminados pela radiante flamma do genio; não se estuda, nem se analysa só. Contempla-se. Ha mais do que o espirito a enlevar-se. Ha a imaginação.
.../...
Collocamos na primeira linha a photographia ao pé da esculptura e da pintura. Não empallideçam d'indignação os censores puritanos. A collocação, se é heretica, não lhes é feita com intenção offensiva, mas só porque já assim está concebida nas salas da Bolsa. Da culpa, se o é, lavamos as mãos.
Prescindimos de sustentar, que á photographia pertença um logar no gremio das bellas artes. Não iremos pôr o sol a par de Rubens ou Rembrandt. O brilho, que o torna deslumbrante, é muito outro.
Appelidemos portanto com outro qualquer adjectivo a arte photographica, e indique elle a transição entre a industria e a bella arte. Assim, teremos dado razão de ser á propria disposição feita pela commissão da exposição, mesmo sem attender ao auxilio, que á arte presta este feliz invento do nosso seculo, permittindo ao viajante trazer no seu album o fiel traslado dos melhores panoramas, vulgarisando as estampas dos mais notaveis monumentos do mundo, favorecendo o archivar das feições das personagens mais distinctas na scena da vida publica.
A photographia está adiantadissima entre nós. Basta quasi o Porto para preencher esta secção. Fritz, Miguel Novaes, Horacio Aranha, Anthero Seabra, dominam a acção da luz com mestria, e não são desmerecidos pelos specimens photographicos de Hespanha, aqui expostos.
A photographia propriamente em papel (talbotypia, do nome do inventor Talbot) é a mais geralmente seguida. O daguerreotypo foi supplantado pelas vantagens do novo processo, em que a imagem é mais fixa, mais visivel, e mais caracteristica nos tons, e a innovação progride até ao bilhete de visita. Só o segredo do colorido natural continuou a ser a desesperação dos nossos expositores, como de todos os physicos.
A exposição das photographias exhibidas na Bolsa pode-se dividir em quatro classes, que denominaremos - retrato, panorama, monumento, e grupo historico. O retrato, que subdividiremos em retrato de pequeno e grande formato, tem por expositor principal do primeiro o snr. Miguel Novaes, do Porto, do segundo os snrs. Moliné & Albareda, de Barcelona.
O snr. Miguel Novaes, cujo atelier é um dos nossos mais famosos, expõe uma bella collecção de retratos, em que as roupas, as posições, os fundos, os tons, e os effeitos de luz revelam summo talento e consumada pericia no operador. Os visitadores, principalmente femininos, agrupam-se defronte destas photographias, tanto para procurar nas suas reminiscencias os originaes, como para admirar, depois de achados, a sua similhança com elles. Quando se offerece á vista a effigie do principe dos actores comicos, é logo um murmurio de approvação, deixando proromper de quando em quando o grito: " o Taborda! o Taborda!"
O snr. D. Pedro V com a sua visita á officina photographica do snr. Miguel Novaes habilita-o a acrescentar á sua exposição o retrato, em corpo inteiro, do inaugurador de festa tão nacional. É uma das melhores provas, que apresenta.
Uma miniatura com o retrato do photographo completa esta collecção, porem o logar, onde foi posta, não deixava apreciar bem este specimen, unico no seu genero aqui. Pendant estava-lhe destinado do Rio de Janeiro na miniatura do irmão do photographo, o popular poeta Faustino Novaes, porem o desejado producto extraviou-se antes de ser recebido pela Associação Industrial.
O snr. Horacio Aranha, egualmente jovem de habilidade, tem fronteiros os seus retratos, que brilham muito. Os bilhetes de visita, que expoz unico, variando a posição em cada um, satisfazem bellamente ao fim, a que são consagrados.
O terceiro expositor portuense, o snr. Domingos Pascoal Junior, está pouco numeroso em exemplares; nos poucos, que exhibe, acham-se conhecidos o folhetinista Julio Machado, e a actriz Anna Cardoso, notaveis pela similhança.
É forçoso porem confessar, qae a verdadeira exposição do snr. Pascoal está na sua vidraça da rua de Santo Antonio, diante da qual terá do observador mais lisongeiro juizo. Com imparcialidade dizemos, que se não gostamos da sua exposição na Bolsa, achamos excellente a que tem na sua residencia. Foi pena ser menos selecto nos retratos expostos agora.
Moliné & Albareda só teem um rival formidavel, nos retratos de grande formato, em Fritz, photographo allemão tão acreditado n'esta cidade, e que nos patenteou um excelente retrato em grandeza seminatural.
Os photographos da caza real de Hespanha enviaram trez bellas photographias com os retratos dos snrs. presidente honorario, presidente effectivo, e vice-presidente da Filial da Associação Industrial Portuense em Barcelona. São uma interessante adquisição para a nossa associação, a quem foram offerecidas generosamente pelos originaes. Um distico em grandes caracteres de lettra manuscripta consignava esta dadiva barcelonense, precioso documento dos progressos da photographia na peninsula.
Que dois soberbos panoramas apresenta agora Fritz n'este extenso amphiteatro do Porto, e na fragorosa corrente do Douro tumido pela ultima cheia! Para-se aqui para louvar o sucesso do photographo, e a sua firmeza em aproveitar os raios luminosos no momento proprio.
Estes dois quadros são os bastantes para nos fazerem comprehender a valia da machina de Fritz. O Porto em toda a sua extensão desde Massarellos até além da ponte pensil, com a sinuosidade do rio bordando-lhe o contorno, ergue-se d'este leito de agoa, tal qual o modelo, até os ultimos corucheos dos seus edificios.
Mas tambem esta scena da ultima cheia é magnifica pelo terrivel assumpto, que photographa. A memoria da calamidade está tão fresca, que o quadro nos faz transportar ao local; o céo ennevoado desespera-nos da bonança, os candieiros do gaz apenas emergem a extremidade, ramos arrancados pela torrente se accumulam nos obstaculos encontrados, a ponte pensil é ameaçada pelo elemento formidavel que lhe ruge bem perto, o rio caudal e arrebatado se empola, brame, soverte, engole, e parece dizer de si como o poeta:

Eu sou o Douro famoso,
Sou mais que o Tejo orgulhoso,
Mais que o Minho poderoso....
- Sou das torrentes o rei.

Se querem ver desenrolar-se-lhe expectaculo mais tranquillo e amêno, aqui estão as paizagens stereoscopicas do Minho, photographadas pelo snr. João Allen, e as da Madeira, pelo snr. Gordon.
Não é tão magestoso, mas é mais jucundo o prospecto pelas formosas varzeas do Minho e da Madeira, os dois jardins de Portugal continental e insular.
N'aquelle o correr placido do Ave, os campos frondentes da Palmeira, as torres que alvejam no mosteiro, os olmedos, que sussurram no arroio. N'este, as praias açoutadas pelo perpetuo embate das ondas, a vegetação tropical não se dedignando pullular em tal clima, as penedias abruptas ostentando os mais imponentes caprichos da natureza, a atmosphera balsamica aromatisando vergeis e campinas, encantos estes que, na expressão do nosso Camões, não fariam Venus desprezar ilha tão afortunada, mas

Antes sendo esta sua se esquecera
De Cypro, Gnido, Paphos e Cythera.

Mas deixando estas vistas pittorescas, de cuja nitidez deriva o esquecermo-nos quasi da falta de colorido; analysemos um outro genero. A reprodução de monumentos tem um abundante expositor no snr. Joaquim Possidonio Narciso da Silva, architecto da Caza Real.
A sua collecção apresenta-nos tiradas de negativa as seguintes vistas: - Fachada da egreja de Santa Cruz, em Coimbra - Claustro e torre da mesma egreja - Palacio episcopal, em Coimbra - Ruinas de Santa Clara, na mesma cidade - Palacio das Necessidades - Theatro de D. Maria II - Pateo da universidade - Claustro dos Jeronimos, em Belem - Estufas da quinta das Larangeiras - Jardins de Queluz - Claustro do convento de S. Francisco, em Santarem - Largo da Sé, em Lisboa - Ruinas de Santo Antonio, em Lisboa - Palacio de Queluz - Viveiros da quinta de Belem.
Posto que esta collecção nos dê assim uma ideia d'alguns dos nossos principaes monumentos, e faça effeito pelo numero; todavia havemos de fazer notar, quanto mais sobresahem os poucos specimens, que exibe o snr. Anthero Seabra. Este habil photographo, que nos tem dado tão perfeitas reproducções dos monumentos do Minho, que jornaes de viagens estrangeiros as teem aproveitado; ainda aqui mostra o que vale.
O projectado fecho do arco da rua Augusta, em Lisboa, enviado pelo snr. Calmels, não é tanto para apreciar como simples amostra photographica, como para se admirar a divina inspiração da arte animando a concepção do esculptor lisbonense, a quem foi entregue o projecto d'esta decoração na Praça do Commercio de Lisboa.
O grupo historico não está tão copioso em provas. O snr. Fritz apresenta-nos Camões e o Jao. O snr. Horacio Aranha tem no caixilho da sua exposição copias de gravuras, e entre ellas as da rarissima edição do Camões do morgado de Matheus. É o que vemos n'esta divisão.
A facilidade, com que a maravilhosa descoberta de Niepce favorece a adquisição da fidelisima copia das obras primas dos nossos melhores artistas, evidenceia o desejo, que tinhamos, de que a exposição estivesse mais rica em photographias historicas. A gravura neste sentido tem prestado grandes serviços, não ha duvida, todavia nunca em fidelidade poderá a gravura exceder, senão egualar, a photographia.
Ainda não queriamos terminar o que tinhamos a dizer sobre a photographia, sem fazer menção da vista do primeiro caminho de ferro inaugurado em Hespanha, em 1848. É devida á machina dos snrs. Moliné & Albareda, de que já fallamos com louvor, que agora continuamos.
Acabando de compulsar a pagina, que ao livro da exposição deu o capitulo mais precioso da optica applicada; vemo-nos n'um espaço illimitado, a cujos pontos culminantes nos cingiremos, saltando por sobre as charnecas obscuras. A esculptura e a pintura nos enchem mais este estadio.

1861/1862 - RELATORIO DO JURY QUALIFICADOR DOS PRODUCTOS ENVIADOS Á EXPOSIÇÃO PROMOVIDA PELA ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUENSE EM 1861.

1861 - 1862
RELATORIO DO JURY QUALIFICADOR DOS PRODUCTOS ENVIADOS Á EXPOSIÇÃO PROMOVIDA PELA ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUENSE EM 1861.
Porto
NA TYPOGRAPHIA DO DIARIO MERCANTIL,
Rua dos Lavadouros Nº.19.
1862
*
Desenho e plastica applicados á industria, impressão em caracteres, em gravura a buril e photographia.

Classe XXVI
.../...
Appareceram tambem - primorosas photographias, sendo: retratos, vistas e copias de estampas.

Classe 26ª

Desenho e plastica applicados á industria, impressão em caracteres, e photographia.

RETRATOS E VISTAS PHOTOGRAPHICAS


Nº.844
- Miguel Novaes - Photographo - Porto:
- Retratos photographicos sobre papel, lamina metalica e vidro.
O Jury achou extrema perfeição n'estes productos.
Nº.845
- Horacio Aranha - Photographo - Porto:
- Retratos em bilhetes de visita.
- Photographias sobre papel.
O Jury achou muito perfeitos estes productos, com especialidade os bilhetes de visita.

Nº.846
- Fritz - Photographo - Porto:
- Retratos photographicos sobre papel
- Vistas photographicas do Porto e Serra do Pilar.
O Jury achou muito perfeitos estes trabalhos

Nº.847
- Anthero Frederico Seabra - Photographo - Porto:
- Vistas Photographicas.
- Copias » de gravuras.
O Jury achou muito perfeitos estes productos.

Nº.848
- Joaquim Possidonio Narcizo da Silva - Architecto da Casa Real - Lisboa:
-Vistas photographicas, tiradas de negativas, sobre papel.
- Vistas negativas.
- » positivas transparentes, coloridas d'azul.
O Jury achou muito perfeitos estes productos.

Nº.849
- Alfredo Allen - Negociante - Porto:
-Vistas photographicas, para stereoscopo.
O Jury achou muito perfeitos estes trabalhos.

Nº.850
- Moliné & Albareda - Photographos, representados pela Associação Filial, em Barcelona, da Industrial Portuense - Barcelona:
- Photographias sobre papel, sendo vistas e retratos.
O Jury achou muito perfeitos este trabalhos.

Nº.851
- Luis Honorio da Silva - Photographo - Ilha da Madeira:
- Vistas photographicas.
O Jury achou muito perfeitos este trabalhos.

Nº.852
- Henrique Gordon Weitch - Photographo - Ilha da Madeira:
- Vistas photographicas.
O Jury achou muito perfeitos estes trabalhos.

Nº.853
- Russel Gordon - Photographo - Ilha da Madeira:
- Vistas photographicas.
O Jury achou muito perfeitos estes trabalhos.

Nº.854
- Domingos José da Fonseca Paschoal Junior - Photographo - Porto:
- Retratos photographicos sobre papel e sobre oleado
O Jury achou bem feitos estes trabalhos.

RELAÇÃO DOS EXPOSITORES CUJOS PRODUCTOS FORAM JULGADOS DIGNOS DE PREMIO E AOS QUAES O JURY CONFERIU O PREMIO
----------------
EXPOSITORES A QUEM FOI CONFERIDA A MEDALHA DE PRATA COM DISTINCÇÃO
.../...
Alfredo Allen (por assucar de sorgho e por trabalhos photographicos)
.../...
Anthero Frederico Seabra (por trabalhos photographicos)

EXPOSITORES A QUEM FOI CONFERIDA A MEDALHA DE PRATA
.../...
Fritz (por trabalhos photographicos)
.../...
Henrique Gordon Weitch (por trabalhos photographicos)
.../...
Joaquim Possidonio Narciso da Silva (por trabalhos photographicos e d'esculptura)
.../...
Miguel Novaes (por trabalhos photographicos)
Moliné & Albareda (por trabalhos photographicos)
.../...
Russel Gordon (por trabalhos photographicos)
.../...
Luis Honorio da Silva (por trabalhos photographicos)

Relação dos Expositores cujos productos foram julgados dignos de premios, mas a quem este não foi conferido por serem membros do Jury (art. 32 do Programma)

EXPOSITORES JULGADOS DIGNOS DE MEDALHA DE PRATA
.../...
Horacio Aranha (por trabalhos photographicos)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

1863/1864 - ALMANACH PORTUENSE

1863 / 1864
ALMANACH PORTUENSE
para o anno de 1864
(4º anno)
por António Augusto d'Oliveira. Nº. 281
Typographia de Antonio José da Silva Teixeira,
Cancella Velha, 62.
Porto 1863.
*
PHOTOGRAPHOS
DOMINGOS PASCHOAL JUNIOR, Praça a Batalha, Nº. 2
FRITZ, Rua do Almada Nº. 13 2º andar
HENRIQUE NUNES, Rua das Flores, Nº. 152
INGLEZA, Rua do Almada, Nº. 266
JOÃO PEDRO RIBEIRO, Rua da Restaura, Rua do Bonjardim, Nº. 95
PINTO & FERREIRA, Rua do Bonjardim, Nº. 123
SALA & IRMÃO, Rua do Bonjardim, Nº. 95
Na Secção NEGOCIANTES ESTRANGEIROS, é indicado:
Flower – F. W. Flower, Villa Nova, Marco; escriptorio, rua de S. Francisco Nº. 21